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Método Pilates como ferramenta

Nos dias de hoje o Pilates é um método que está em grande evidência, e com isso as “brigas” entre classes para ver quem pode utilizar o Pilates são quase que inevitáveis.

Mas será que é necessário ter essa briga entre as classes, no Brasil os Profissionais de Educação Física e Fisioterapeutas são os profissionais que utilizam esta ferramenta no seu dia a dia de trabalho.

Vamos ver o que as resoluções dos conselhos federais das 2 profissões determinam.

Resolução CONFEF nº 338/2017

Art. 1º – Definir Especialidade Profissional em Educação Física como um ramo ou uma competência específica dentro desta profissão, que objetiva aprofundar e/ou aprimorar conhecimentos, técnicas e habilidades, além de agregar conteúdos específicos da prática vivenciada em um determinado tipo de intervenção.

Art. 2º – Definir Pilates como área de Especialidade Profissional em Educação Física.

Parágrafo único – A Especialidade Profissional em Pilates, para efeito de reconhecimento pelo Sistema CONFEF/CREFs e para atuação profissional específica, destina-se, exclusivamente, aos Profissionais de Educação Física, que tenham concluído o curso superior de Educação Física e que estejam devidamente registrados no Sistema CONFEF/CREFs.

Art. 3º – Definir Pilates como método e modalidade de ginástica que se utiliza de conteúdos, recursos materiais e métodos diversos, incluindo a Contrologia, entendida como método original, proposto por Joseph Hubertus Pilates, e que consiste em um sistema de exercícios físicos com princípios e fundamentos técnicos, criados a partir das influências do Movimento Ginástico Europeu.

Art. 4º – A prática do Pilates objetiva o aperfeiçoamento do condicionamento físico geral, a estabilização postural e a melhoria do desempenho físico, condições humanas que se expressam no desenvolvimento da força muscular, da mobilidade articular, do equilíbrio e da harmonia de forças das cadeias musculares do aparelho locomotor, da coordenação motora e do equilíbrio e postura corporal.

Art. 5º – Compete ao Profissional de Educação Física especialista em Pilates estar apto para intervir profissionalmente para:

I – Avaliar, planejar, prescrever, ensinar, aplicar, orientar, controlar, supervisionar, coordenar e dirigir atividades de Pilates, em sua forma original ou em qualquer outra forma derivada, objetivando promover, otimizar, recuperar e aprimorar o funcionamento fisiológico e o condicionamento e desempenho funcional do ser humano.

II – Prestar serviços de consultoria, assessoria e auditoria na sua especialidade profissional;

III – Desenvolver pesquisa, investigação científica e tecnológica na sua especialidade;

IV – Elaborar manuais técnicos e normas de orientação na sua especialidade profissional.

Coffito Resolução 386/2011

Artigo 1° – Compete ao Fisioterapeuta, para o exercício do método Pilates, prescrever, induzir o tratamento e avaliar o resultado a partir da utilização de recursos cinesioterapêuticos e/ou mecanoterapeuticos, devendo observar:

a)  Que o método Pilates é um recurso cinesioterapêutico e mecanoterapêutico que promove a educação e reeducação do movimento corporal, composto por exercícios terapêuticos de promoção, prevenção e recuperação da saúde físico funcional;

b)  Que o objetivo da utilização do método Pilates, é a estabilização postural, melhoria da força muscular para desempenho das atividades de vida diária, mobilidade articular, equilíbrio corporal e harmonia das cadeias musculares, entre outras com vistas à melhora da condição de saúde e qualidade de vida de seus clientes/pacientes.

c)  Que a avaliação dos seus clientes/pacientes ocorrerá para eleger o melhor recurso do método Pilates e propedêutica apropriada, tais como: tempo, intensidade e frequência do tratamento individualizado ou em grupo, de forma que garanta a qualidade da assistência fisioterapêutica.

d)  Que a avaliação, prescrição e a evolução da intervenção fisioterapêutica constarão em prontuário, cuja responsabilidade deverá ser assumida pelo Fisioterapeuta, inclusive quanto ao sigilo profissional, bem como a observância dos princípios éticos, bioéticos, técnicos e científicos.

Artigo 2° – Para os efeitos éticos e legais desta Resolução, o método Pilates sempre que indicado e administrado por profissional fisioterapeuta estará vinculado ao controle ético e fiscalizatório do Sistema COFFITO/CREFITOs, sendo, portanto, necessário o registro, por parte do profissional fisioterapeuta, do seu consultório ou empresas no CREFITO de sua circunscrição.

Como podemos ver cada conselho tem sua resolução regulamentando o uso do Pilates para sua profissão (Educação Física e Fisioterapia).

A Improve acredita que o método Pilates é uma excelente ferramenta de trabalho que pode agregar muito no dia a dia de trabalho de ambos os profissionais, para o profissional aumentar o seu leque de “ferramentas” para obter um melhor resultado com o seu cliente, acreditamos que o método Pilates não é exclusivo de nenhuma profissão e sim que cada profissional deve utilizar o Pilates dentro das suas competências. “Cada Macaco no seu galho” e todos saem ganhando com o uso desta excelente ferramenta de trabalho, tanto os Profissionais da educação Física quanto os Fisioterapeutas.

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